Quem dá o crescimento?
– Dr. Ramesh Richard
Muita ansiedade pairava sobre a delegação dos EUA durante um momento de grande alegria na história cristã. Alguns líderes missionários que participaram no Congresso Global sobre Evangelização Mundial (em maio de 1995 em Seul, Coreia) estavam enfrentando a possível destruição dos seus sonhos. A perspectiva de dobrar rapidamente o dinheiro investido por suas organizações por meio de uma fundação aparentemente confiável na Costa Leste havia desaparecido. Na verdade, eles até perderiam o dinheiro inicial investido em um esquema de crescimento rápido patrocinado pela fundação. Todas as reações habituais de luto estavam presentes. A racionalização superou rapidamente a negação. “Nós não perdemos muito. Fizemos de boa fé. De qualquer forma, o dinheiro era do Senhor. Muitas organizações confiáveis estavam no esquema.” etc. etc.
Sem exultar com o infortúnio dos outros, gostaria de alertar as organizações cristãs sem fins lucrativos a respeito de algumas questões importantes. Para evitar a percepção de oportunismo, originalmente pedi que essa resposta – em parte manifesto, em parte diagnóstico – fosse publicada anonimamente. Com o passar do tempo e com alguma apreensão, sinto-me agora à vontade para revelar minha identidade!
Compartilho um breve histórico pessoal para que possamos nos conectar: Lidero uma pequena organização que ministra nas economias mais pobres do mundo. Tal como no seu caso, a enormidade das necessidades sobrecarrega nossa capacidade de levantar sustento. Mas o fato de sermos pequenos e a especificidade da nossa visão podem tornar a pressão de levantar sustento menos aguda do que a sua. A tentação de expandir rapidamente diante (e em nome) das oportunidades dadas por Deus está sempre presente. Ela existe, persiste e corrói a minha alma nas vigílias da noite. Escolhi deliberadamente um percurso lento, embora os parceiros, outros envolvidos no levantamento de sustento e os “articuladores” tenham me assegurado “que isso decolaria” se tirássemos os entraves.
Ironicamente, amigos de confiança recomendaram que apresentássemos os projetos à essa fundação apenas uma semana antes dela falir. Fomos informados de que o nosso programa se enquadraria facilmente nos critérios mais rigorosos da fundação e receberia uma resposta favorável. Provavelmente eu teria “comprado a ideia” e me encontraria em maus lençóis. A graça de Deus nos protegeu. Eu sofro pensando no porquê Deus não escolheu proteger os outros.
Em resposta a esse desastre de financiamento, permita-me sugerir uma mentalidade, um funcionamento e um estilo de vida em relação ao dinheiro e ao crescimento no ministério cristão. Não são fórmulas para o sucesso ou fracasso do ministério. São uma tentativa de incorporar a integridade bíblica na percepção da vontade de Deus para o seu ministério.
Primeiro, desenvolva uma mentalidade bíblica sobre dinheiro, crescimento e ministério.
O dinheiro é uma divindade? Claro que não. Nós sabemos que não. O dinheiro não é o Deus do seu ministério. Nem o ministério deve ser o seu Deus. Deus é Deus, em termos ontológicos e funcionais. Seu ministério deve viver, mover-se e existir Nele. Infelizmente, o dinheiro pode funcionar como uma divindade em situações de ministério e tornar-se o árbitro final das decisões ministeriais.
Biblicamente falando, o dinheiro pede para ser “amado” e “adorado”. Tende à idolatria – como o foco da vida e como o determinante da vontade de Deus. Promove falsos valores porque a felicidade, a segurança e o contentamento são definidos pelo dinheiro. Transmite uma falsa sensação de bem-estar. Comunica uma ilusão de autossuficiência. Mamom quer crescer “usando” o dinheiro que você tem para conseguir mais dinheiro – uma causa clara da tragédia recente.
Espiritualmente falando, o dinheiro subverte a vida espiritual estrangulando a fé e o poder. O dinheiro confunde os padrões éticos ao introduzir novas tensões. Ele confunde desejos. De repente, cobiçamos o que não temos ou precisamos e podemos encontrar boas razões para esses desejos. Se você não administrar o dinheiro, a sua vida e ministério serão destroçados. O dinheiro o empurra para cima no espectro econômico. Convenientemente, mas infelizmente, presumimos que a mobilidade ascendente é sempre apropriada. Produz o orgulho da vida e das posses e pode ser usado para controlar os outros.
Como as Escrituras devem orientar a nossa existência espiritual, aqui estão algumas diretrizes que tentei seguir para determinar a vontade de Deus para o nosso ministério por circunstâncias monetárias. (1) Não decidiremos a vontade de Deus pela presença ou ausência de dinheiro. Esta convicção exige “fé” à medida que pedimos para encontrar a vontade de Deus independentemente da disponibilidade de recursos financeiros. (2) Não decidiremos a vontade de Deus pela presença ou ausência de necessidade. Esta diretriz dá “trabalho”, pois exige contar às pessoas sobre as necessidades. (3) A ausência de “dinheiro” e de “necessidade” demonstra a necessidade de fé para que possamos confiar em Deus para prover antes que necessidades surjam. (4) A presença de “dinheiro” e de “necessidade” demonstra a direção para a ação sem determinar nossa ação.
O crescimento mostra eficácia? O crescimento do negócio não é um indicador adequado para medir o impacto do ministério. Crescimento e impacto estão superficialmente, e não intrinsecamente, relacionados. O crescimento estatístico no ministério ou nas receitas revela respostas a certos tipos de atividade em comparação com um período anterior. Não necessariamente reflete o sucesso do ministério. Temos de esperar por um derradeiro reconhecimento divino do sucesso do nosso ministério.
A eficácia não é medida de forma simples pelo crescimento quantificável. É possível gerir uma excelente organização de 1 milhão de dólares e uma organização ineficaz de 2 milhões de dólares. Não meça o sucesso por tamanho, crescimento por números ou realização por movimento de pessoal, metros quadrados, impressões ou orçamento. Tornar-se mais enxuto sem constrangimento e crescer sem orgulho são virtudes espirituais importantíssimas. “Maior é melhor” é um pressuposto cultural que é muitas vezes questionado pela própria cultura. Por exemplo, será que esta premissa se aplica à relação professor/aluno dentro das universidades?
Temos que distinguir entre planejamento estratégico e profecia. As decisões comerciais (especialmente a expansão de despesas) são muitas vezes tomadas com base no que pensamos que irá (e deverá) acontecer no futuro. Uma vez que o nosso documento de planejamento estratégico exige um determinado número de funcionários nos próximos anos, contratamos um espaço de escritório maior agora. Isso não é planejamento. Isso é profetizar em organizações não proféticas! Todos os versículos sobre a fragilidade e inconstância da vida militam contra essa previsibilidade do futuro. Quem sabe? Deus pode até fazer com que “cresça” mais rapidamente do que o seu documento prevê.
Os membros do conselho de administração, apoiadores e funcionários podem estar ansiosos para vê-lo “crescer”. Você pode querer “crescer”, especialmente quando os seus pares estão “crescendo”. No entanto, o “crescimento” de organizações irmãs não diz nada sobre você e sim a respeito deles. É algo externo. Esteja convencido de que Deus o chamou para o ministério e para esta área de trabalho. Seja fiel e deixe Deus dar o crescimento.
Procure oportunidades mais discretas e, talvez, anônimas para servir. Não aspire às grandes oportunidades nem aos grandes apoiadores. Eles virão a você com o tempo, no tempo de Deus. A promoção vem dEle. Deus o exaltará no devido tempo. Ah, sim, quando você acha que é hora, provavelmente não é.
Quando sentir a chegada da hora de Deus para a sua organização, tenha cuidado dobrado com a sua própria miséria. Esse momento pode começar com Deus, mas o impulso pode vir inteiramente de você. Deixe Deus continuar a surpreendê-lo, não apenas em termos monetários. Se Deus criar oportunidades e afirmação (que você não tenha pedido), Ele também sustentará o crescimento sem manipulação, ganância ou força.
É preciso tanta coragem para conter o crescimento quanto para incentivá-lo. Temos que entender o tempo de Deus para estas questões. Ore por estas questões de crescimento durante o processo, porque o crescimento imprudente pode devastar sua organização e você pessoalmente.
O ministério aos apoiadores/parceiros é um ministério? Não! Não, a menos que essa seja a sua missão declarada. Decida de uma vez por todas que o seu foco não serão os apoiadores. O foco nos apoiadores/parceiros causa confusão entre o objetivo e o resultado do ministério. Você notará desorientação organizacional e pessoal se for orientado aos apoiadores. Muito em breve, seu ministério começará a se adequar ao sentimento, às expectativas e às prioridades dos apoiadores. Seu ministério será reduzido a um ministério para apoiadores.
Disseram-me que violo consistentemente uma regra fundamental das relações com apoiadores, a saber, que o círculo do ministério e o círculo do doador devem se sobrepor substancialmente. As igrejas fornecem o melhor exemplo desta regra. Os apoiadores não dão a menos que você ministre a eles. Embora eu viole regularmente a regra, não faço isso intencionalmente. Eu entendo a realidade da situação. O nosso conselho de administração é confrontado com esta questão porque o nosso ministério e as regiões de levantamento de sustento estão muito distantes. Como podemos esperar que as pessoas doem sem serem aduladas? O reconhecimento do nome que resulta da atenção pessoal pode resultar em uma doação melhor. No entanto, nossa principal razão de existência é proclamar a Cristo em regiões-alvo fora dos Estados Unidos. Devemos aderir a essa missão, independentemente do custo.
Se você aderir à sua missão apontada pelo Senhor, poderá ter que excluir graciosamente os apoiadores. Excluir grandes apoiadores parece impensável, mas eles não podem definir os parâmetros ou condições para a sua visão. Acredite, muitos apoiadores já o excluiram. Excluir certos doadores geralmente resulta na inclusão de outros apoiadores. Não tenha medo de perder apoiadores por causa de uma missão que muda vidas.
As relações com apoiadores são a missão? Avalie as suas atividades em termos de dinheiro e horas gastas. Em seguida, pergunte: as relações com os apoiadores se tornaram a missão real e substituta desta organização? Mesmo que sua missão declarada seja levantar sustento, separe o penúltimo dos propósitos finais. O levantamento de sustento é sempre um meio para o objetivo maior. Você deve ministrar os apoiadores, mas deve distinguir entre a missão organizacional e as relações com os doadores. Mesmo seus departamentos de levantamento de sustento não devem ver o ministério aos apoiadores como o propósito definidor da organização. É realmente desanimador o quanto o papel de um presidente é reduzido ao levantamento de sustento como a razão de sua existência.
Além disso, não reveja a sua declaração de missão para se adequar aos apoiadores. Os doadores, especialmente os espiritualmente maduros, acabarão por se adaptar à sua declaração de missão. Quando isso acontece, há uma conexão entre sua organização e esses doadores. Eles encontrarão todo tipo de maneiras de ajudá-lo, enquanto você proporciona a eles a alegria de investir seus recursos com sabedoria. Você pode até ser capaz de homenageá-los com o nome na placa de um edifício, mas sua missão não será comprometida.
Lembre-se, você e os seus apoiadores estão trabalhando juntos sob a direção de Deus para o cumprimento da missão que Deus deu à sua organização. Deus levantou a organização para este tempo. É Deus quem também levanta apoiadores por um tempo. Portanto, mantenha um relacionamento piedoso entre a organização e o apoiador. Isso incluirá o dever de instruir os crentes (e vocês mesmos) que são ricos a serem generosos com aqueles que não são ricos. Conduza-os (e a si mesmos) a uma visão bíblica do sucesso, que considera o sucesso material irrelevante na avaliação da eficácia total. Ensine-os mordomia pessoal em vez de propriedade privada, contentamento em vez de aquisitividade. Alimente-os suavemente numa visão bíblica de dar.
Diga aos apoiadores o que eles já sabem, mas precisam ouvir repetidamente. Eles não precisam apenas dar à sua organização. Combine a visão deles com a de outras organizações, embora você possa pensar que o seu ministério é mais estratégico do que os outros. Promova outras organizações a doadores plausíveis, mesmo que você possa defender o quão precioso é o seu ministério aos olhos de Deus. Não se responsabilize se os potenciais apoiadores participarem financeiramente da sua causa. Isso o aliviará de fardos injustos. Assuma a responsabilidade de ajudar os apoiadores a deliberar cuidadosamente sobre o que fazem com o seu dinheiro. Isso permitirá que você se relacione com eles sem conflitos de interesse.
A propósito, um compromisso menos do que absoluto com o levantamento de sustento também ajuda você na escolha dos membros do conselho. Queremos que o nosso conselho e a nossa equipe doem de forma generosa para a organização. No entanto, sua presença ou influência no conselho (ou na equipe) não depende da quantidade ou frequência de suas doações. E suas doações não necessariamente refletem completamente o compromisso de seu coração com o ministério. Não escolha um membro do conselho com base na capacidade dele de contribuir. A sua amizade, dons, competências, necessidades organizacionais e, mais criticamente, a coalescência da visão são os ingredientes importantes.
Monitore sua mentalidade em relação a dinheiro, crescimento e ministério com frequência.
Em segundo lugar, vamos buscar uma paixão pelo ministério em vez de crescimento e dinheiro. Pese suas paixões.
Onde elas estão? Ministério e/ou dinheiro? Consegue diferenciar? Cuidado com o seu coração, ele é enganoso.
O Senhor Jesus insinuou que o dinheiro possui uma personalidade carismática. Ele convida os nossos elogios. Embora pareçamos piedosos em nossas publicações, é possível que nossos corações busquem dinheiro por causa do dinheiro. Jesus também disse que aqueles cujo trabalho é motivado pelo dinheiro são mercenários, não pastores. Pedro observa que não devemos buscar ganhos sórdidos. Os anciãos estão livres do amor ao dinheiro, estipula Paulo.
O velho ditado, “o dinheiro segue o ministério” não é simplesmente um truísmo sobre doações, mas deve refletir as prioridades no planejamento, orçamento e implementação também. Aqui estou preocupado com projetos criados para gerar dinheiro sob o pretexto de ministério. Há genialidade empreendedora nesses projetos, mas questiono a própria existência desses tipos de projetos e as organizações que os perpetram. Devemos rejeitar constantemente projetos que sejam baseados na lógica dos apoiadores. E temos de ter cuidado com o fato de facilmente entrarmos na mentalidade dos apoiadores sobre os projetos do ministério . Não crie projetos para gerar dinheiro. Primeiro, gere projetos para o ministério e depois planeje de forma criativa as estratégias de levantamento de sustento.
Proteja constantemente seu coração. Lembre-se de que ele é corrompido.
Finalmente, algumas sugestões aleatórias sobre um estilo de vida que combina com a sua mente e coração sobre dinheiro, crescimento e o ministério.
Envios de cartas: No texto “The Dark Science of Fund-Raising by Mail” (New York Times, 28 de maio de 1995, p. E6), Erik Eckholm fala sobre como “técnicas aperfeiçoadas cientificamente levam as pessoas a enviar dinheiro para estranhos”. Provoque indignação, medo, culpa, pena ou interesse próprio. “Apele às suas paixões mais básicas.” Envie “cartas de teste” por correio. Varie a prosa, o tamanho do envelope e até a cor da assinatura. Use uma letra que chegue às entranhas, não ao cérebro. As cartas são escritas dessa forma por um motivo: funciona. Crie parágrafos de abertura poderosos, inclua um Obs:, faça um chamado à ação e use um demônio! Eckholm conclui: “E é ainda menos provável que um discurso bem fundamentado e moderado venha a prevalecer em um negócio que visa, acima de tudo, arrecadar fundos.”.
Seu último comentário deve separar as cartas de levantamento de sustento cristãs da “ciência e arte obscuras” da mala direta. Nosso propósito subjacente nas correspondências não deve ser o levantamento de sustento. Os resultados podem realmente gerar dinheiro, mas nosso propósito é simplesmente comunicar de forma mais eficaz a visão, as oportunidades e as realizações a todas as pessoas com quem Deus nos abençoou. Seja especialmente cauteloso ao colocar qualquer pessoa na sua mala direta que não tenha pedido para estar lá. Atente para como consegue os nomes para a sua lista. Suas cartas devem ser concebidas como uma peça de comunicação ministerial, não como um catálogo por correspondência. Quando você tenta levantar sustento através de mala direta, não deve haver confusão sobre sua intenção, nenhuma competição com outros ministérios, nenhuma ilusão. Que os seus redatores e pessoas que trabalham nessa área sejam completamente batizados com esses valores.
Na nossa organização, consideramos a simplicidade e a agilidade como valores fundamentais simplesmente porque os nossos clientes (ou seja, os nossos beneficiários, não os nossos doadores) se sustentam com muito menos do que nós. Não queremos retratar uma imagem moderna e inteligente que comunica falta de sobriedade e desperdício. Sofisticação simples (não algo barato) é o que procuramos. Aplicar esta mentalidade é uma luta diária. Qualquer coisa que pareça extravagante deve ser subscrita como oferta designada. Isso ajudará a protegê-lo de críticas excessivas.
Nunca coaja ou manipule ninguém de forma alguma. Conte com a ajuda das pessoas para atender às verdadeiras necessidades por meio de uma comunicação clara que reflita alegria, gratidão, necessidade e integridade. Permitir que eles decidam o que farão com o dinheiro de Deus, especialmente se buscarão suas sugestões sobre como o dinheiro deve ser usado. Você não está tentando “obter” ou “pegar” o dinheiro deles.
Diretriz de Financiamento: Desenvolva uma política sólida para o levantamento de sustento. Por exemplo, diferencie entre renda projetada e prevista. A primeira está baseada no prefixo de Tiago, “se o Senhor quiser”. A segunda é pura presunção. Conheço ministérios que apostam no desaparecimento de apoiadores idosos ou doentes e nos seus próximos compromissos imobiliários. Infelizmente existem muitas variáveis. Devemos viver de forma sensata com um futuro não garantido pelas intenções dos apoiadores ou pelo que vão nos deixar quando morrerem.
Compreendemos, obviamente, as tensões nas operações baseadas na fé. Estamos sempre dedicados a buscar a direção de Deus por Sua provisão de recursos para iniciar ou continuar um projeto. As organizações podem determinar que um projeto significativo pode não ser iniciado até que todos os recursos para o projeto estejam garantidos ou, mais provavelmente, usar uma abordagem de nível de gastos para continuar as fases de um grande projeto. Qualquer que seja a abordagem, honre fervorosamente um processo aprovado pelo conselho. Se um projeto exigir autorização do conselho e o conselho desejar usar a abordagem de nível de gastos, não inicie a próxima fase de gastos, a menos que você tenha atingido o nível de recursos estipulado. Você pode estar quase lá com um prazo que se aproxima rapidamente. Você pode ser tentado a seguir a promessa de ofertas “previsíveis”. Atenha-se ao que foi estipulado, mesmo que as melhores mentes no ministério ou nos negócios possam discordar do seu espírito atencioso. A fé piedosa faz os projetos avançarem, mas corre nos trilhos da sabedoria que vem de Deus.
Ofereça-se para devolver os fundos designados se os projetos não se materializarem ou se receberem doações em excesso. No mínimo, dê aos apoiadores a oportunidade de redesignar suas ofertas. A maioria não vai querer o dinheiro de volta. Se alguma vez tiver fundos em excesso, não melhore o seu estilo de vida nem crie novos programas para gastar dinheiro. Em vez disso, reduza os seus apelos de levantamento de sustento. Relate os custos ocultos ao seu grupo de doadores. E certifique-se de relatar falhas. Vale a pena apoiar sua visão apesar das falhas ocasionais.
Amizades: Cultive um círculo próximo de amigos a quem você demonstra atenção sem a intenção de ganhar dinheiro. Não foque a amizade apenas naqueles que podem contribuir com muito. As pessoas não devem ser suas amigas só porque fazem doações. Eles podem contribuir porque são seus amigos. Eu lidero um estudo semanal da Bíblia para um grupo de indivíduos ricos. Não falei especificamente sobre o nosso ministério até tê-los ensinado durante um ano. Ainda não falei de dinheiro. Outros líderes de organizações para-eclesiásticas foram recebidos para apresentarem seus projetos ao grupo. O grupo sabe que o meu ministério precisa de sustento. Embora possa nunca acontecer, estou confiante de que alguns deste grupo de estudo acabarão por ser os nossos melhores apoiadores e sustentadores, simplesmente porque são meus amigos. De fato, a minha hesitação me dá autoridade e coragem para compartilhar o que a Bíblia nos diz sobre questões pertinentes sobre dinheiro.
Lembro-me de pedir a outro amigo próximo, um grande apoiador, para não contribuir no ano passado. Queria ponderar sobre a minha motivação para esta amizade. Ainda lhe ligaria e oraria por ele com frequência? Felizmente, a amizade continua. Por isso, não faça amizade apenas com aqueles que podem fazer grandes contribuições. Se não consegues mostrar atenção a um investidor iniciante, como vai cuidar de um grande investidor? Tiago fala que Deus é contra a parcialidade. Deixe que as suas amizades se baseiem na visão e na química, e não sejam exploradas pela perspicácia espiritual.
Estilo de vida: Todos tendemos a viver uma vida culturalmente conformada aos padrões sob o pretexto de eficácia ministerial. Acho que os ministérios querem acompanhar o que há de mais recente em tecnologia para aumentar a produtividade. Os ministros preferem jantar nos restaurantes mais requintados com o dinheiro dos apoiadores. Afinal, os herdados do Senhor têm de usar as melhores roupas, viajar em primeira classe e saborear alimentos finos. Deixe a cerveja fora.
Quem estamos enganando, exceto nós mesmos? Os apoiadores não vivem nem doam para apoiar o nosso estilo de vida. Se gosta de alimentos ou hotéis requintados, pague com o seu dinheiro ou, pelo menos, pague a diferença. Seja implacável com você mesmo e com os seus relatórios de despesas. Não é preciso muito para racionalizar o comportamento mais estranho nesta área. Pergunte se pode justificar a sua conduta aos seus apoiadores sem uma explicação elaborada e embaraço. Seja uma rígido com o dinheiro de outras pessoas e flexível com o seu próprio dinheiro. Este telefonema caro é realmente necessário? Uma nota seria suficiente? Vale a pena usar um envelope se puder usar um elástico? Pode usar o verso do papel de rascunho para receber os faxes? Não é melhor desligar as luzes do banheiro quando ninguém estiver usando? Cultive uma mistura de simplicidade, agilidade e sabedoria na cultura da sua organização. As percepções de uma suposta eficiência continuarão sempre a guerrear com percepções de suposta simplicidade. Normalmente, é melhor ir atrás da eficiência, mas seria melhor convencer aqueles que doam para o ministério.
O dólar do apoiador é sagrado, da mesma maneira que o dólar do contribuinte. Os líderes cristãos devem ser um exemplo de frugalidade, que é o que esperamos, mas nem sempre vemos nos nossos funcionários públicos. Mais uma vez, seja generoso com o seu dinheiro, não com o dinheiro dos seus doadores. Contribua com a sua própria organização. Pelo menos dê o suficiente para cobrir essas regalias.
Para concluir. Aprenda a esperar e a ficar contente. Não seja impulsivo quando se trata de compras, contratações ou implementação de estratégias. Infelizmente, equiparamos impulsividade à liderança decisiva. Por todos os meios, fique longe de “dívidas de fé”. Se você está em uma teologia de “quantidade de fé”, assegure-se disso: é preciso mais fé para acreditar que Deus proverá antes e durante o programa, do que depois de se comprometer com um programa não negociável e manter os apoiadores reféns de sua presunção.
Encerro este texto com uma nota sobre graça, porque não quero ser duro com vocês, embora deva ser duro comigo mesmo. A graça cobre o pecado, transforma folhas e permite que lidemos com a mobilidade ascendente ou descendente. Entretanto, vamos plantar e regar. E deixar Deus dar o crescimento. Honra e riquezas vêm dele. Sempre que for tentado a manipular honra e riquezas, retire-se, ajoelhe-se e arrependa-se.
compartilhe nas redes sociais:
Encontre qualquer coisa
Artigos recentes
Um ministério de discipulado global: quando a obediência abre a porta para o treinamento de pastores
Um dos aspectos mais surpreendentes da jornada da Dra. Rachel é que ela nunca pastoreou ou plantou uma igreja –
Quem dá o crescimento?
– Dr. Ramesh Richard Muita ansiedade pairava sobre a delegação dos EUA durante um momento de grande alegria na história
Como o treinamento não formal está abastecendo a Igreja global: Insights da América Latina
Treinadores de pastores: oportunidade e urgência A Igreja global está crescendo mais rápido do que os sistemas tradicionais conseguem acompanhar.
Um ano depois: Como o GProCongress II despertou uma comunidade global em expansão de treinadores de pastores
A oportunidade para treinadores de pastores em todo o mundo Em toda a igreja global, muitos treinadores de pastores enfrentam
O passo corajoso de Camarões: unindo os três setores de formação para construir uma Igreja mais forte
A unidade entre os setores não é só um ideal. Em locais como Camarões já é realidade.



